Desde o seu lançamento em 1961, História da Loucura trazia evidente a ideia de realizar a arqueologia do domínio da desrazão e de narrar, de forma crítica, as mudanças de estatuto dos loucos na sociedade desde a Idade Média, para assim explicitar como operam as técnicas de exclusão. Destaca, por exemplo, que não foi de modo algum a medicina quem definiu as fronteiras entre a razão e a loucura; no entanto, desde o século XIX, foram os médicos que se encarregaram de vigiar essa fronteira e montar guarda na sua cancela. Afixaram nela o rótulo doença mental, indicação que vale como interdição e maldição. História da Loucura tornou Michel Foucault célebre e deu início a uma polêmica que ainda persiste e que se inflamaria quando incluiu, na segunda edição aumentada do livro, sua réplica a Jacques Derrida (a edição que o leitor ora tem em mãos, revista e ampliada, contém as três versões das respostas a Derrida). Pois, ao traçar uma história dos limites essa divisão que se produz por meio de muitas outras, como as definidas por produção, estrutura familiar, coações morais, sexualidade pelos quais uma cultura rejeita algo que será para ela o Exterior, o autor põe em questão a racionalidade e, assim, os próprios fundamentos de nossa época. Crítico da razão ensimesmada e da loucura encarcerada, este clássico da filosofia moderna mantém-se tão vivo quanto a controvérsia que desencadeou.
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