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Livro seminovo como novo, excelente estado. Apenas alguns sinais de manuseio na capa e bordas.

Nos anos 20 e 30, Sándor Márai era um autor de sucesso na Hungria. Mas em 1948, quando partiu para o exílio, seus livros foram proibidos pelo regime comunista. Pouco depois de sua morte, em 1989, a obra de Márai começou a ser redescoberta, e desde então o escritor é situado pela crítica entre os maiores prosadores europeus do século XX. Assim como em As brasas, seu livro mais celebrado, Divórcio em Buda narra o reencontro de dois homens, depois de anos sem se falar, para um acerto de contas que envolve uma mulher. Escrito em 1935, o livro tem como protagonista um austero juiz de direito que está prestes a oficializar a separação entre um médico e a esposa, ambos seus conhecidos de juventude. Membro de uma família tradicional de advogados da Hungria, o jovem juiz Kristóf Kömives mora na cidade de Buda. Ele examina os papéis dos divórcios que irão a julgamento no dia seguinte e depara com um documento que lhe chama a atenção: o processo do médico Imre Greiner e sua esposa Anna Fazekas. Imre e Kristóf haviam sido colegas de escola, embora não chegassem a ser íntimos. A lembrança de Anna é mais intensa para o juiz: dez anos antes, Kristóf e ela tiveram um encontro marcante na Ilha Margarida. Kristóf recorda o episódio a caminho de uma reunião social, acompanhado de sua mulher. O casal volta cedo para casa e, ao chegar, o juiz recebe a visita de Imre Greiner. Surpreendido, o juiz se vê diante de um relato capaz de mexer em feridas que julgava há muito cicatrizadas. Rico na descrição dos hábitos da alta burguesia húngara, Divórcio em Buda revela o pessimismo de uma sociedade decadente às portas da Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que ilumina os pontos mais obscuros da mente de seus personagens.