As ciências humanas são mais do que um saber: elas são uma prática, são instituições.
Michel Foucault, ao analisar a gênese e a filosofia das ciências, mostra como é recente o aparecimento do "homem" na história do nosso saber. Estuda a mudança interior de nossa cultura, do século XVIII ao século XIX, através da gramática geral, que se tornou filologia, da análise das riquezas, que se tornou economia política, e da história natural, que se tornou biologia. Nós o acompanhamos num subsolo onde ele, como arqueólogo do pensamento, nos mostra aquilo que faz com que as ciências humanas, hoje, se tornem possíveis.
Sobre o autor:
Michel Foucault (1926-84) foi um filosofo francês que exerceu grande influência sobre os intelectuais contemporâneos. Tornou-se conhecido pelas suas críticas às instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à medicina e às prisões, e por suas ideias sobre a evolução da história da sexualidade, suas teorias gerais relativas à energia e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem como por estudar a expressão do discurso em relação à história do pensamento ocidental. Têm sido amplamente discutidas a imagem da "morte do homem", anunciada em As palavras e coisas, e a ideia de subjetivação, reativada no interesse próprio de uma forma ainda problemática para a filosofia clássica do sujeito. Parece então que mais do que em análises da identidade, por definição, estáticas e objetivadas, Foucault centra-se na vida e nos diferentes processos de subjetivação.
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