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A revolta dos intelectuais na Hungria
István Mészáros
Boitempo
ISBN:9788575596463
idioma:Português
284 Páginas

Um ano após a morte do filósofo marxista István Mészáros, a Boitempo publica A revolta dos intelectuais na Hungria, primeira obra do autor num exílio que se tornaria definitivo. Publicado originalmente na Itália, em 1958, menos de dois anos após a Revolução Húngara de 1956, esse testemunho de grande valor histórico completa sessenta anos sem perder sua atualidade. Um jovem Mészáros fornece ao leitor uma série de informações e análises em primeira mão sobre as atividades dos intelectuais e das instituições e a grande “reviravolta” que levaria à involução e à supressão de todas as liberdades democráticas. Esses eventos marcaram de forma profunda o desenvolvimento de seu pensamento e de sua vida.


Para além de seu papel como representante da jovem geração intelectual que participou da revolta húngara, Mészáros se debruça sobre o conjunto dos acontecimentos, oferecendo uma perspectiva crítica inédita até então e ainda hoje rara. A partir da reconstituição das relações de oposição socialista ao socialismo soviético, o autor avalia as transformações das políticas de controle sobre a produção intelectual, tanto teórica quanto literária, e o processo de auto-organização dos intelectuais húngaros. A narrativa perpassa desde debates referentes à estética propriamente dita até diversas questões relativas à política soviética para a arte e a intelectualidade em geral, o que inclui, por exemplo, o debate sobre a situação da educação e das ciências.

Neste livro, István Mészáros desvenda os meandros de um regime que esterilizou a política, instrumentalizou a arte e aprisionou o pensamento. Trata-se de uma narrativa seminal sobre liberdade, sensibilidade, tomada de consciência e radicalismo político.

Trecho da obra:

Só com a democratização mais radical é possível imaginar uma solução segura e duradoura para os problemas culturais. Essa democratização, naturalmente, não é uma questão cultural, mas político-social: do contrário, se fosse realizável nos limites da cultura, já se teria há tempo tratado de eliminar o problema, exposto, mais que qualquer outro, aos refletores das contradições. A democratização radical é, portanto, uma necessidade urgente não apenas da cultura, mas de todos os setores da vida.