Neste livro, Zygmunt Bauman faz uma revisão crítica do conceito de cultura nas ciências sociais. Percorrendo um longo caminho, dos gregos antigos ao pós-estruturalismo, ele examina as principais correntes de pensamento que estudaram o significado da cultura na sociedade.
Ao analisar a história do conceito de cultura, Zygmunt Bauman apresenta uma proposta inovadora: alinhar os fenômenos e manifestações culturais no campo da práxis ― a atividade livre, universal, criativa e autocriativa pela qual os homens transformam o mundo em que vivem.
Nos três ensaios aqui reunidos, o autor sintetiza o confronto entre a concepção de cultura como privilégio da elite e seu entendimento como modo de diferenciação nas comunidades baseadas em fronteiras temporais e geográficas; avalia o debate sobre a necessidade de produzir uma ordem a partir da estrutura social, sendo o campo cultural a forma de organizar simbolicamente o mundo; e, por meio da crítica ao “comunitarismo”, propõe um conceito que envolva a ambiguidade dos processos culturais.
Esta edição inclui ainda uma rica introdução do autor que esclarece a relevância deste texto para suas obras posteriores, operando como elo crucial na formação de seu pensamento.
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