A importância de Alois Riegl para a constituição da história da arte como disciplina autônoma e a revaloração estética de estilos - e épocas - considerados menores, como ocorreu ao barroco, é indisputada. Sua perspectiva formalista antecipa em décadas aquela prevalecente hoje nesse campo: a ênfase na análise da obra como representativa do contexto histórico e não de algum cânone ou padrão ideal, o respeito por toda forma de arte, não distinguindo entre maiores e menores, primitivas ou periféricas, a atenção dada ao papel da recepção, do observador, seu inovador conceito de Kunstwollen (o querer [fazer] da arte) contraposto ao de Konnen (o saber fazer). Este O Culto Moderno dos Monumentos: Sua História e Suas Origens, que a editora Perspectiva publica em sua primeira tradução para o português, é um exemplo sintético da aplicação de seus conceitos e de seu empirismo sensível na abordagem pioneira de como lidar com a conservação dos monumentos ao expor toda a problemática de nossa relação com o que a memória e a história nos legaram.
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